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Mês: Fevereiro 2017

o candidato sabonete

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É lamentável que a escolha de um candidato a Presidente de Câmara seja feita, por parte dos partidos políticos, não pelas suas ideias ou por aquilo que defendem, mas pela perceção pública que o eleitorado, aparentemente, tem da sua imagem.

Daí as sondagens constantes pagas muitas vezes com o dinheiro dos contribuintes e a criação de personagens não raramente de plástico ao gosto do eleitor, nem sempre coincidentes com o que os candidatos a candidatos realmente são ou pensam.

Com o advento das redes sociais essa construção de uma imagem pública vendável como um qualquer sabonete ou produto milagroso de emagrecimento rápido ficou mais fácil. Começa-se por se mudar a foto de capa do facebook por forma a mostrar amor pela sua terra do coração. Depois, altera-se a fotografia de perfil para uma com pose de estado no caso dos mais novos ou depara uma com ar mais descontraída e jovial no caso dos mais velhos.

O passo seguinte consiste em divulgar informação (?) de si próprio. é conveniente mostrar ou dar a ideia de que se está e se aparece em tudo – preferencialmente eventos do povo – e de que se gosta e se vive as tradições da sua terra desde pechinchinho – preferencialmente touradas e bailinhos de carnaval. Aliás, já o pai, o tio, o primo, o avô e o cão viviam intensamente tudo isso, mesmo que tenha sido só uma ou duas vezes.

O problema é que depois ganha um que não vai a touradas, não sai em bailinhos de carnaval nem em marchas e pouco se mistura com o chamado povo…

Quanto a conteúdo, ideias e propostas… nada. Convém não correr o risco de se dizer alguma coisa que as pessoas possam não gostar ou fugir da linha de pensamento de quem tem nas mãos o poder de o escolher, ou não, para candidato ou sucessor.

E claro, para o fim o óbvio: sorrir, sorrir muito e sempre a sorrir!

candidatos a candidatos

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Tenho feito um esforço faraónico para me conter nas palavras e comentários no que às próximas eleições autárquicas diz respeito, particularmente ao nível dos candidatos a candidatos, alguns mesmo putativos, se tivermos em consideração a forte campanha a que já se assiste, designadamente nas redes sociais.

Uns, assumidos só à espera que a lotaria das sondagens e as forças internas os possam designar mesmo a contragosto da outra metade; outros, só à espera de que insistam e os convidem mais vezes para no final se ouvirem as tradicionais e já repetitivas e previsíveis justificações de que não queriam e de que será à custa de grande sacrifício pessoal e familiar que assumem a candidatura para depois receberem dividendos numa próxima oportunidade.

E assim vai o processo autárquico a sete meses das eleições….

a biblioteca tupperware


Depois do habitual café de sábado à tarde no Blues, optámos por fazer algo completamente diferente, principalmente se considerarmos que esta atividade teria que incluir os nossos filhos. Mais uma aventura cultural depois daquela visita noturna ao Museu de Angra.

Sábado à tarde foi dia de conhecer a nova Biblioteca Pública de Angra que tanta tinta fez correr nos jornais, que originou dezenas de conferências de imprensa e acesos debates na Assembleia Regional dos Açores e nas redes sociais.

Ou eram os atrasos, as paralisações da obra, os trabalhos a mais, a sua localização ou o que mais emotivos debates provocou, a opção estética encontrada pelo arquiteto, neste caso a arquiteta Inês Lobo, autora do projeto.

Se por fora mantenho as minhas reservas relativamente ao enquadramento e à opção volumétrica encontrada, pelo interior sou forçado a assumir que errei na minha análise e no meu juízo e que devo parabenizar a autora do projeto. Está excelente!

Aproveito, também, para dar os parabéns à diretora da biblioteca, Cláudia Cardoso, que em conjunto com a sua equipa tem feito um grandioso trabalho de dinamização do espaço, dando-lhe vida e tornando-o atraente e apelativo. 

Em todo o caso, fica uma dúvida: que destino terá o grande pátio interior? Espero que abra brevemente e que se torne mais uma das esplanadas de Angra, só que esta seria uma esplanada de cultura, de encontros culturais, de letras e de livros, com uma dinâmica que só uma instituição com esta dimensão e missão pode desenvolver.

Uma nota final: os nossos filhos gostaram e divertiram-se. Há muita atividade e distração para eles.

e já passaram três anos

O Facebook lembrou-se…

Hoje, pela última vez, vi Angra por esta janela. Esta é mais uma janela que se fecha. Uma janela que se fecha passados que foram mais de treze anos. Treze anos ao serviço da PROJECTANGRA. Agora acabou. Ficarão as memórias dos bons momentos, das amizades e da cumplicidade de alguns colegas.Hoje termina mais um ciclo da minha vida. Amanhã é tempo de começar um tempo novo. Um tempo cheio de incertezas, sem emprego, mas com a esperança de que as coisas, um dia, melhorarão. 

Tem sido assim ao longo dos últimos dois anos. Conquistas, cumplicidades e amizades, derrotas, deslealdades e traições, retoma de amizades, o casamento e a serenidade de quem partilha a vida com quem ama, a felicidade da expectativa de ser pai e a dor profunda de quem vê o seu filho morrer e que teima em não nos deixar. 

Depois da morte de um filho, tudo se torna simples e nada parece ter a gravidade que tem. A partir de amanhã, mesmo sem emprego e sem saber o que fazer, vai começar um tempo novo que, tenho a certeza, nunca poderá ser tão mau como aquele que vivi depois do dia 29 de abril.

esta rosa… maria bettencourt

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Um nova voz. Uma nova interpretação. Um novo tempo. Uma nova vida para uma das mais bonitas canções que alguma vez se escreveram e compuseram nos Açores interpretado agora pela Maria Bettencourt.

“Tema de Amor”. Música da autoria de Luís Gil Bettencourt e letra de António Melo Sousa.

Com o habitual orgulha de pai e de quem sabe o que é bom, o Luís, na sua página do facebook apela à partilha deste vídeo. Obediente, cumpro!

mercado municipal

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Em tempos era o local onde a esmagadora maioria dos praienses ia comprar as hortaliças, o peixe ou a fruta. Em complemento com a Tamar, o Super Luso ou a Casa Costa, onde se vendiam os produtos de mercearia por excelência, o Mercado Municipal da Praia da Vitória tinha essa função agregadora tão características dos aglomerados urbanos como as vilas ou as cidades.

Com o tempo e o chamado progresso – nem sempre “progressivo” – a Praça (como também é chamado), foi perdendo importância, a qual foi sendo ganha pelas modernas superfícies comerciais como o Modelo Continente ou o Supermercado Guarita restando ao centro histórico o supermercado da Graça com o seu mercadinho e que tantas dificuldades tem tido em ver autorizadas as suas iniciativas de rua. Coisas da burocracia e do excesso de zelo habitualmente aplicado só aos mais pequenos.

O Mercado Municipal, mesmo com as obras de modernização realizadas no início do século, tem tido grande dificuldade em reafirmar-se ou em reconverter-se. O estacionamento é difícil e, apesar de se procurar a diversificação do espaço, algo parece não funcionar. O espaço é agradável e acolhedor. Também não chove lá dentro.

A verdade é que o centro urbano tradicional tem visto a sua área a reduzir-se progressivamente e, hoje, falar da rua da Jesus e da sua dinamização é falar do troço entre a Praça Francisco Ornelas da Câmara e o antigo BCA que, com o seu encerramento, corre-se o risco de o centro histórico ficar ainda mais reduzido.

O que falta então ao Mercado Municipal para que também ele funcione como polo dinamizador do centro urbano tradicional da cidade?

araucárias

Por vezes as oportunidades estão aí ao virar da esquina… ou no topo de uma árvore! Basta estarmos atentos. Em plena rua de Jesus, sob o olhar atento de José Silvestre Ribeiro, dir-se-ia que ali agora se praticam desportos radicais ao invés dos tradicionais daquele espaço. Nada disso. Por questões de segurança, as araucárias do jardim municipal da Praia estão a ser cortadas.

Em todo o caso, uma oportunidade a ter em conta. Sugiro, por isso, ao meu amigo Miguel Azevedo que, a par dos Degraus da Praia ou de Angra, crie um novo evento radical: As Araucárias da Cidade… seja ela qual for.

…entrar em ação!

patrulha-pata-namorados

O Jorge grita. Está só de fralda, um frio de rachar, e não se quer vestir. A Amélia chora. Dentinhos, só pode ser. É a causa mais provável quando não existe nenhuma outra. O Jorge quer ver a Patrulha Pata. Vinte e quatro sobre vinte e quatro horas sonha com os seis cãezinhos. A Amélia não quer beber o leite. Continua a birra. Serão cólicas. Já não tem idade para isso. O Jorge agora quer comer. Mas não se quer vestir. A Amélia, pelos vistos, quer continuar a choradeira da noite toda. Deve ser fralda suja. Acabou de ser mudada. O Jorge quer maçã. Toma lá maça. Papa. Ok! Maçã e papa. A Amélia não se cala. Quer colo. Sempre colo. O Jorge não quer a papa. Quer a Patrulha Pata… outra vez. A Amélia quer é estar de pé. Nariz cheio de ranhoca e toda babada. Temos que ir para o colégio. O Jorge está só de fralda. A Amélia precisa mudar a fralda.

Feliz dia dos namorados!

sobre o leite derramado

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Não é a rua de Jesus. É a Praça Velha coberta por um manto branco e nem sequer tinha nevado nesse dia. Nem nesse, nem em nenhum outro, que se saiba.

Estava um ambiente frio. Dir-se-ia de cortar à faca.

Os agricultores indignavam-se manifestando o seu desagrado com a política do setor despejando o leite na Praça Velha que, à época, era uma das principais praças dos Açores…

Era um tempo em que a ilha Terceira tinha peso político no contexto regional. Um tempo em que as pessoas tinham coragem para poderem ir para a rua e manifestarem a sua indignação sem medo.

Dir-me-ão alguns que hoje não há motivo para ter medo. Dir-me-ão outros que não há motivo para indignação.

Se assim é, só me resta pedir desculpa pelas inverdades expostas e dizer-vos que, perante isso, o que pode estar a acontecer é que devo andar a viver noutra ilha ou noutro mundo…

laranjas ao sol

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Há dias o José Gabriel veio oferecer-me laranjas. O Jorge Aurélio adora laranjas. Aliás, ele gosta de tudo quanto se possa comer. “Deus o guarde!” diria a minha avó.

Não sei se por causa do frio, dos dias escuros ou da chuva, as laranjas ficaram fechadas no saco do Continente onde vieram acondicionadas à espera de poderem apanhar um bocado de ar.

Hoje é domingo e de manhã faz Sol. Apetece pouco e as laranjas, finalmente, vieram em busca da luz que tanta falta lhes faz.

Bom domingo!

sanjoaninas ’78

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É falso o mito urbano que tem como certa a narrativa de que só se realizaram sanjoaninas na Praia porque a 1 de janeiro de 1980 a cidade de Angra ficou parcialmente destruída na sequência do terramoto das vinte para as quatro. É falsa também a justificação que se dá para que a periodicidade das festas de São João fosse alternada, um ano em Angra, um ano na Praia, tendo ainda por justificação o dito abalo de terra.

Prova deste discurso falacioso é este cartaz que anuncia a realização das sanjoaninas de 1978 na então Vila da Praia da Vitória, dois anos antes do terramoto.

Tudo começou nesse ano de 1978. Daí para cá a Praia foi-se afirmando no panorama local e regional na realização deste tipo de eventos. Com a criação em 1999 da Feira de Gastronomia pelo então presidente da câmara José Fernando Gomes, a Praia e as suas festas mostravam que tinham vindo para ficar e para passarem a ser, a partir daquele momento, a bitola pela qual todas as outras festividades teriam que se comparar.

É assim até hoje.

Em jeito de homenagem fica aqui a listagem dos responsáveis pelas festas da Praia desde o já longínquo ano de 1978 até à atualidade (fonte: site oficial das festas da Praia, entretanto atualizado):

 

Sanjoaninas

1978 – Presidente: Albino Ribeiro

  • Coordenador da Tauromaquia: Almerindo Costa

1981 – Presidente: Euclides Sousa Quadros (primeiro vez em que houve marchas de São João na ilha Terceira)

  • Coordenador da Tauromaquia: José Eduardo Fernandes

1983 – Presidente: Almerindo Costa

  • Coordenador da Tauromaquia: Albino Ribeiro

1985 – Presidente: Comissão de Gestão das Sanjoaninas

  • Coordenador da Tauromaquia: Tertúlia Tauromáquica Praiense

1987 – Presidente: Hélder Vitorino (neste ano houve em simultâneo festas na Praia e em Angra)

  • Coordenador da Tauromaquia: Tertúlia Tauromáquica Praiense

1989 – Não houve festas

Festas da Praia

1991 – Presidente: Francisco Nunes (pela primeira vez as festas foram realizadas no mês de agosto)

  • Coordenador da Tauromaquia: Tertúlia Tauromáquica Praiense

1993 – Presidente: Manuel Ortiz

1995 – Presidente: José Almerindo Costa

1997 – Presidente: Albino Ribeiro

1999 – Presidente: Vasco Cunha

  • Coordenador da Feira de Gastronomia: Carlos Parreira

2000 – Presidente: Carlos Parreira

  • Coordenador da Feira de Gastronomia: Carlos Parreira

2001 – Presidente: José Almerindo Costa

  • Coordenador da Feira de Gastronomia: Carlos Parreira

2002 – Presidente: Carlos Armando Ormonde da Costa

  • Coordenador da Feira de Gastronomia: Carlos Parreira

2003 – Presidente: Armando Santos

  • Coordenador da Feira de Gastronomia: Carlos Parreira

2004 – Presidente: José Carlos Ortiz

  • Coordenador da Feira de Gastronomia: Carlos Parreira

2005 – Presidente: Diana Valadão

  • Coordenador da Feira de Gastronomia: Carlos Parreira

2006 – Presidente: Paulo Rocha

  • Coordenador da Feira de Gastronomia: José Almerindo Costa

2007 – Presidente: Francisco Simões

  • Coordenador da Feira de Gastronomia: José Almerindo Costa
  • Coordenador da Tauromaquia: Grupo de Forcados do Ramo Grande

2008 – Presidente: José Elvino Gomes

  • Coordenador da Feira de Gastronomia: Carlos Armando O. Costa

2009 – Presidente: Berto Messias

  • Coordenador da Feira de Gastronomia: Carlos Armando O. Costa

2010 – Presidente: Verónica Bettencourt

  • Coordenador da Feira de Gastronomia: Lourival Cunha

2011 – Presidente: Valter Peres

  • Coordenador da Feira de Gastronomia: Lourival Cunha

2012 – Presidente: Andreia Meneses

  • Coordenador da Feira de Gastronomia: FEPPV (Escola Profissional)

2013 – Organizador: Cooperativa Praia Cultural

  • Coordenadora dos cortejos e manifestações de Rua: Amélia Silva
  • Coordenador dos espetáculos musicais: Bruno Nogueira
  • Coordenador da Feira de Gastronomia: FEPPV (Escola Profissional)
  • Coordenador da Tauromaquia: Grupo de Forcados do Ramo Grande

2014 – Organizador: Cooperativa Praia Cultural

  • Coordenadora dos cortejos e manifestações de Rua: Raquel Borges
  • Coordenador dos espetáculos musicais: João Pinheiro
  • Coordenador da Feira de Gastronomia: FEPPV (Escola Profissional)
  • Coordenador da Tauromaquia: Grupo de Forcados do Ramo Grande

2015 – Organizador: Cooperativa Praia Cultural

  • Coordenadora dos cortejos e manifestações de Rua: Nivalda Bettencourt
  • Coordenador dos espetáculos musicais: Filipe Sousa
  • Coordenador da Feira de Gastronomia: FEPPV (Escola Profissional)
  • Coordenador da Tauromaquia: Grupo de Forcados do Ramo Grande

2016 – Organizador: Cooperativa Praia Cultural

  • Coordenadora dos cortejos e manifestações de Rua: José Avelino Borges
  • Coordenador dos espetáculos musicais: Luís Gil Bettencourt
  • Coordenador da Feira de Gastronomia: FEPPV (Escola Profissional)
  • Coordenador da Tauromaquia: Grupo de Forcados do Ramo Grande

2017 – Organizador: Cooperativa Praia Cultural

  • Coordenadora dos cortejos e manifestações de Rua: Ana Eduarda Rosa
  • Coordenador dos espetáculos musicais: Luís Vieira Leal
  • Coordenador da Feira de Gastronomia: FEPPV (Escola Profissional)
  • Coordenador da Tauromaquia: Grupo de Forcados do Ramo Grande

comércio à deriva

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No final de 2014 os comerciantes da Praia da Vitória manifestavam o seu descontentamento com a forma como o Presidente da Câmara a eles se referiu em reunião da Assembleia Municipal. Na altura Roberto Monteiro aponta a falta de renovação geracional como uma das causas de estagnação do comércio praiense e a necessidade de se criarem lojas âncora no centro da cidade.

Tais lojas nunca apareceram.

No ano seguinte – como resposta a esta situação – a autarquia cria o programa Vitória. Uma boa ideia, diga-se. Um bom conceito. Contudo, passados mais de dois anos, a situação mantem-se, agravando-se em muitos casos. Resta saber que avaliação tem sido feita.

Não faço ideia quantas pessoas trabalham ou estão afetas a este programa, nem tão pouco sei quem o coordena. Tudo quanto é do conhecimento público é que está sob a tutela do Vereador Tibério Dinis.

A questão que se coloca é simples: quais os resultados? Pelo que nos é dado ver, o que está à vista de todos, é que estão longe de ser positivos. Resta saber se deverá o projeto ser reformulado profundamente ou se, não havendo perspetivas reais de sucesso, faz algum sentido o programa continuar.

Não basta criarem-se programas só para dizer que há vontade de fazer alguma coisa de concreto para redinamizar o centro histórico da cidade. Não basta implementarem-se medidas, mesmo que consertadas. É preciso avaliar a sua eficácia e não ter medo de assumir o seu fracasso. É preciso avaliar para ajustar políticas e redefinir estratégias.

Os programas não estão a resultar.

Já agora, qual o balanço do Programa de Revitalização do Centro Histórico da Praia da Vitória iniciado em 2007? Nunca mais se ouviu falar nisto. Aliás, grande parte destes programas só são do conhecimento público no momento do anúncio do seu lançamento e, provavelmente, muitos deles morrem no dia em que a notícia sai no jornal, sendo esse o seu único objetivo.

Parecer que se faz…

muros, barreiras e vedações

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Declaração de princípios: sou contra qualquer tipo de limitação à liberdade de expressão, religiosa ou política. O que não significa que não possa gostar mais de uns do que de outros. E, neste contexto, atesto aqui que não gosto nem do Trump, nem da Marine Le Pen, nem do Bloco de Esquerda. Em suma, não gosto deste populismo primário em que se transformou a vida política ocidental onde nem é preciso ter-se a maioria dos votos para se assumir o poder.

Contudo, apesar de não concordar com a construção de muros, sejam entre os Estados Unidos e o México, entre Berlim Ocidental e Berlim Leste, entre Israel e a Palestina, entre Espanha e Marrocos ou entre a Serra de Santiago e a Base das Lajes (apresentado na fotografia), prefiro estes às barreiras invisíveis com arame farpado que nos separam a nós – os do lado de cá do muro, deles – os que ameaçam o nosso poder que se pretende instalado e em vias de perpetuação.

Nós os que somos detentores do poder e eles que não são da nossa cor, da nossa tendência ou da nossa fação. Muros e barreiras criados por quem não tem rosto, que se esconde atrás de cargos ou posições dominadoras, sem nome e com aura de impunidade. São os Trumps escondidos, as Marines ocultas, são todos aqueles que embora democraticamente eleitos – como Trump ou até mesmo Hitler – ameaçam a democracia, o sistema democrático e a liberdade de expressão. Aqueles que pretendem que sejamos todos iguais, a pensar da mesma forma e a fazer uma qualquer saudação à sua passagem, por mais hipócrita que seja.

balanço

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Partindo da rua de Jesus e do seu esvaziamento, várias foram as pessoas que reagindo aos artigos aqui publicados, deixaram as suas opiniões nos comentários do facebook.

A necessidade de se trazer mais gente para a cidade é transversal às opiniões dos leitores deste blogue.

Ficam aqui excertos de algumas delas que espero servirem de mote para outras tantas.

Fabiana Lopes Almeida

“Devem dar incentivos de fixação como criação de trabalhos que permitam a contratação digna do pessoal que decide aqui residir (tendo estes direito de preferência), incentivos à natalidade e parqueamento gratuito em toda a cidade!”

João Gonçalves

“Apenas discordo do parqueamento gratuito,(deverá ser gratuito aos sábados) antes de ser pago nunca existia lugar para estacionar”

Anabela Silo Pereira

‪”Acho que teriam que ser os comerciantes a tomar esta iniciativa e com honestidade.”

Rui Gomes da Silva

“Mais do que tudo, saber a razão das coisas…sem isso não há plano ou projecto. As pessoas estão-se a afastar por alguma razão.”

Marcio Vitor /react-text

“E infelizmente não é um problema só da Praia… é uma “doença crónica” do país.”

Mariana Bettencourt Coelho

“a revitalização da cidade passa por mais do que esta rua; uma intervenção mais abrangente e que englobe um pouco de todas as áreas.”

Paula Avila

“Eu acho que o maior problema da Praia, é a falta de população residente, os novos emigraram por falta de oportunidades, de trabalho, há que haver incentivos para a população se fixar na Cidade.”

Gustavo Neves Lima

“Há muitos muitos anos que o urbanismo já é debatido na Praia da Vitória. Desde a década de 90 que não se rasga uma nova Rua. Deixaram-se crescer ruelas sem saída. Sem visão. Existem planos. É preciso aplicá-los. Ou reanalisá-los e aplicá-los. Uma cidade com inovação é uma cidade densa. Uma que tem um coração.”

um bom mexerico

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Não sou um doidinho por séries. Sou um doidinho por uma boa estória. Seja em livro, numa série televisiva, num filme ou até mesmo num bom mexerico tantas vezes baseado em pura ficção e sobejas vezes mal contado.

Ontem assisti pela primeira vez a uma das novas séries da ITV – The Halcyon. Uma série de época ao estilo Downton Abbey cuja ação se desenrola num luxuoso hotel no centro de Londres durante os bombardeamentos alemães à capital britânica na II Guerra Mundial.

Enquanto o mundo exterior se vai desmoronando, neste hotel de cinco estrelas continuam a realizar-se as grandes festas da época da fartura. Logo no primeiro episódio, o proprietário do hotel – um respeitável Lorde inglês – morre deixando o título ao mais velho dos seus filhos gémeos temporalmente nascidos com um intervalo de apenas quatro minutos. Apesar desta legitimidade assegurada pela sorte do nascimento, prevê-se que a sucessão não será pacífica.

Pelo menos, é o que dizem os mexericos…