muros, barreiras e vedações

muro

Declaração de princípios: sou contra qualquer tipo de limitação à liberdade de expressão, religiosa ou política. O que não significa que não possa gostar mais de uns do que de outros. E, neste contexto, atesto aqui que não gosto nem do Trump, nem da Marine Le Pen, nem do Bloco de Esquerda. Em suma, não gosto deste populismo primário em que se transformou a vida política ocidental onde nem é preciso ter-se a maioria dos votos para se assumir o poder.

Contudo, apesar de não concordar com a construção de muros, sejam entre os Estados Unidos e o México, entre Berlim Ocidental e Berlim Leste, entre Israel e a Palestina, entre Espanha e Marrocos ou entre a Serra de Santiago e a Base das Lajes (apresentado na fotografia), prefiro estes às barreiras invisíveis com arame farpado que nos separam a nós – os do lado de cá do muro, deles – os que ameaçam o nosso poder que se pretende instalado e em vias de perpetuação.

Nós os que somos detentores do poder e eles que não são da nossa cor, da nossa tendência ou da nossa fação. Muros e barreiras criados por quem não tem rosto, que se esconde atrás de cargos ou posições dominadoras, sem nome e com aura de impunidade. São os Trumps escondidos, as Marines ocultas, são todos aqueles que embora democraticamente eleitos – como Trump ou até mesmo Hitler – ameaçam a democracia, o sistema democrático e a liberdade de expressão. Aqueles que pretendem que sejamos todos iguais, a pensar da mesma forma e a fazer uma qualquer saudação à sua passagem, por mais hipócrita que seja.

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