pai sem filho

pai sem filho

Eu sei que muitos homens, hoje, não vão abrir o Facebook. Ou porque já perderam os seus pais (felizmente não é o meu caso), ou porque – e esta realidade conheço-a bem – são pais sem filhos. Para estes, dirijo-lhes um forte abraço de solidariedade. Sei o que estão a sentir e sei, que para além da sua própria dor, ainda têm que manter aquela frieza aparente para que à sua volta tudo não se desmorone e sejam, também, o ombro dos olhos tristes da mulher que lhes pedem ajuda e apoio, dos seus próprios pais que dizem “disparates” e não compreendem porque a ordem natural das coisas se inverteu, dos irmãos que têm filhos e acham que não é justo e de toda a família que, de uma forma ou de outra, te vêm como o único que se está a aguentar no meio do caos. Que remédio… alguém tem que fazer esse papel. Como a mim me aconselharam os amigos, digo-vos para não se esquecerem de vós próprios e que a vida continua. É difícil e derramam-se muitas lágrimas, grande parte das vezes às escondidas das pessoas a quem queres proteger, mas a vida tem que continuar. Um dia, aquele quarto proibido lá de casa, cheio de brinquedos e coisas bonitas preparado para receber o nosso príncipe, vai voltar a ter a porta aberta e ser um espaço de muita alegria e felicidade… Abraço!

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