a revolta dos verdes

 

revolta verde

Não sei se consistiu em alguma espécie de revolta contra os verdes, mas a verdade é que as nabiças e as alfaces foram atiradas porta fora pelo Jorge. Logo ele que tanto gosta de comer e apreciava, até há precisamente uma semana, este tipo de alimento, coisa que o pai só passou a comer mais amiúde depois dele ter nascido. Como o compreendo…

Isso mesmo, apreciava. Não sei o que aconteceu – desconfio, mas, de sábado para cá, o destino das verduras da sopa e do segundo é a beira do prato ou então, de forma mais criativa e original, o copo de vidro transparente onde deveria estar a água que, por vezes, partilha o espaço numa espécie de mistura verde em jeito de smoothie. Em bom rigor, não é criatividade por aí além, até porque, em tempos, chegou a ser canja ou sopa de massa ou sopa de qualquer coisa que estivesse no prato da refeição. Só que nessa altura, em vez dos sólidos irem fazer companhia à água, era o precioso líquido que se sentia atraído por um prato raso.

Em ambos os casos, a minha desconfiança recai nos avós… um dia explico!

A manhã na quinta de 0,000001 alqueires tinha sido calma. Uma manhã de colheitas que acabaram no meio do chão, ao sol.

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