under the bridge

Trabalhar com um cenário diferente. Pena é que o dia tenha amanhecido chuvoso e a mesa em pedra no pátio, sob a latada, esteja toda molhada. O escritório, por umas horas, e quem sabe uns dias, mudou-se para a costa norte. O contacto telefónico é o mesmo, o e-mail é o mesmo… sempre que houver rede!

Chama-se a isto, trabalhar debaixo da ponte…

o pescador

Depois de um dia a conhecerem novos lugares e a viverem essa experiência única que é tomar banhos de mar envolvidos pelo negrume do basalto, que mais se poderia pedir do que umas lulas à guilho acompanhadas por açorda de marisco no restaurante "O Pescador"? Teriam preferido bolonhesa ou nuggets de frango?! Tenho dúvidas… e comem como gente grande!

nova atração no jardim da Praia

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Todos falam nele e mais ainda passam ao portão e esquecem-se que ele existe. Está lá, aberto ao público, dia após dia, a maior parte das vezes… vazio. José Silvestre Ribeiro, no topo da coluna que lhe serve de pedestal, entretém-se com os pombos que lhe poisam nos ombros e na cabeça e vai apreciando aqueles que no mercado municipal, mesmo em frente, dão dois dedos de conversa sentados na esplanada do café da Lurdes ou os outros que vão ao peixe fresco, à carne e aos legumes e fruta que vão resistindo à concorrência feroz dos gigantes que se impõem selvaticamente.

O Jardim Municipal José Silvestre Ribeiro (da Praia da Vitória) ganhou agora nova atração. Um café/pastelaria – a Pastelaria da Graça – com esplanada. Os doces são caseiros tradicionais. Tem wi-fi – aquele que a autarquia disponibiliza gratuitamente em todo o centro histórico – e um relvado, o do jardim, que permite relaxar, deitados na relva, a ler um livro, a atualizar as redes sociais ou simplesmente fechar os olhos. Não sei se é permitido. Se não o for, é só mais uma daquelas regras para desobedecer. Merece uma visita.

mitigação do downsizing

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Não sei o que seria da cidade da Praia da Vitória se não tivesse o privilégio de ter à frente do governo dos Açores um executivo que se preocupasse tanto com este município e propusesse para ele tantas soluções arrojadas e fora-da-caixa.

Não estou a ironizar. De facto, desde o anúncio esperado da partida dos norte-americanos, os projetos apresentados têm sido muitos e variados tendo sempre como pano de fundo a importância geoestratégica comercial do porto da Praia e do aeroporto das Lajes. Desta forma, o governo tem demonstrado visão, iniciativa e reconhecimento público das potencialidades da ilha Terceira.

Uma plataforma logística no porto da Praia, um HUB Atlântico internacional no porto da Praia, um terminal de abastecimento de gás natural a navios… no porto da Praia, um cais de Cruzeiros… no porto da Praia, uma zona económica especial… no porto da Praia ou uma ligação aérea direta entre a Terceira e o Porto – não da Praia mas do norte de Portugal – no aeroporto das Lajes.

A “mitigação do downsizing” (em bom politiquês para dar aquele ar de pseudo-entendido em questões de política internacional e que sabe tudo sobre a base dos americanos) fica resolvida. Com estas propostas, nós, praienses, podemos voltar a respirar de alívio. As sementes estão lançadas, agora é só esperar que germinem e que deem frutos. Não podemos é ter pressas. Estas questões são complexas e levam tempo a serem implementadas e a darem resultados. É preciso termos calma, paciência, e, por exemplo, não corrermos o risco de criar uma ligação SATA entre a Terceira e o Porto e depois termos que acabar com ela porque uma companhia privada, que não receberá – digo eu – um único cêntimo de dinheiros públicos, será tudo do seu bolso, nos está a tirar os clientes e a encher os seus aviões. Seria irresponsável. E que jeito dariam aqueles aviões vazios para ir prestar serviço público para outras partes do mundo. A nossa companhia!

Mal posso esperar pela nova dinâmica que, logo logo, terá a baía da Praia. O aumento significativo de novas empresas, maioritariamente tecnológicas, a descida acentuada do desemprego, a aproximar-se do pleno emprego com todas as medidas já implementadas e com a reconversão dos ativos atualmente inscritos no centro de emprego. Com os projetos apresentados pelo governo regional, a Praia sairá rapidamente deste estado de crise profunda em que se encontra só atenuada pelo aumento significativo do turismo que, não só por estes dias, mas sobretudo por estes dias, enche os hotéis e o alojamento local e funciona como o balão de oxigénio desejado.

A “rua de Jesus” da imprensa escrita vai tirar umas férias.

Da próxima terça-feira a dois meses realizam-se as eleições autárquicas. Até à hora em que este artigo é escrito só é conhecido o projeto de um dos candidatos à Câmara da Praia. Certamente, durante esta paragem estival, serão dadas a conhecer as propostas das restantes candidaturas, bem como a composição das respetivas equipas.

Espero, que quando em setembro regressar, os projetos do governo regional para a Praia já tenham saído da esfera virtual e tenham começado a materializar-se. No entretanto, deixemos a discussão da política com os candidatos autárquicos.

No outono voltaremos a ver-nos. Boas férias e venham à Praia. Não há festas como estas!

Artigo publicado na edição de hoje do Diário Insular.

A imagem foi retirada da página da Câmara Municipal da Praia da Vitória.

 

sangue de dragão

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Sangue de Dragão. É assim chamada a seiva do Dragoeiro, um fóssil vivo, natural da Macaronésia, que pode ser visto um pouco por todas as ilhas e concelhos dos Açores, não sendo a Praia da Vitória exceção. O apresentado na fotografia cresce bem no coração da nossa cidade, na rua Aniceto d’Ornelas a escassos metros da nossa praça principal. Não é dos maiores, mas a sua imponência e beleza exótica, merecem uma fotografia.

sete e meia da manhã

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Sete e meia da manhã nas Lajes da Terceira. Aparentemente, este vai ser mais um dia quente de julho a contrastar com o prolongado, sombrio e chuvoso inverno açoriano. O verão é curto e, inconscientemente, no nosso cérebro, a divisa da Casa Stark transforma-se naquela nuvem que nos estraga a boa disposição de uma manhã como esta. “The winter is coming!” ou, adaptando à realidade local, “nunca se sabe como vai estar da banda da tarde!”.

O livro já leva largas semanas de leitura. Mas do que imaginava inicialmente. A disponibilidade não é muita. O tempo, o silêncio e o sossego escasseiam. Há que aproveitar as manhãs, especialmente as que nascem como a de hoje. Não consigo desistir deste livro, por muitos outros que aguardam a sua vez na estante e que anseio desbravá-los.

A história de Archie Ferguson, as quatro diferentes histórias de Archie, as três diferentes vidas de Ferguson agarraram-me de tal forma que nem as 872 páginas que o compõem me fazem desistir dele. Agora, seria morrer na praia… Nunca havia lido nada de Paul Auster mas, confesso, fiquei cliente. Já pouco falta para terminar. Mais uns dias, a este ritmo,…

A Amélia chora. Acordou. Vai demorar mais um pouco para terminar este “4.3.2.1”.

sol tórrido no norte da Terceira

MOINHO QUATRO RIBEIRAS

Regresso às Quatro Ribeiras. Pode parecer mentira, mas fazia tempo que não sentia aquele Sol tórrido que só existe nas Quatro Ribeiras pela manhã. O Sol, o silêncio e o murmurar da água a correr na ribeira. Apeteceu-me tirar férias permanentes ou, pelo menos, férias enquanto estiver bom tempo. Infelizmente, não é possível. O trabalho e o dever chamam… Devia voltar mais vezes à paróquia de Santa Beatriz. Todos devíamos passar por lá com maior frequência. Bem, não só passar, mas sobretudo, ficar.

défice democrático

A propósito de défice democrático, deixo-vos uma apresentação proferida por Jorge Ramos, jornalista mexicano radicado nos Estados Unidos, em que ele defende, nesta conferência TED Talks, a necessidade dos jornalistas desafiarem o poder político, questionando-os, confrontando-os com as suas contradições e não se limitarem a serem eco ou, no extremo, veículos de propaganda. Claro está que isto se refere à realidade que atualmente se vive em terras de Tio Trump!