avenida marginal

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Mais ligeiros ou mais enferrujados, elegantes ou com algumas gordurinhas – poucas – localizadas, vestidos de fato de licra fluorescente ou calção lasso conservador, a marginal da Praia, por volta das oito e meia da noite, transforma-se num arraial de tourada na areia no que à quantidade de transeuntes diz respeito.

Preocupados com a sua saúde e a sua aparência física, os praienses aderiram com entusiasmo a este novo espaço da cidade já calcorreado até pela própria Rosa Mota que, numa manhã de agosto, o inaugurou e amadrinhou.

Bicicletas, esses veículos não poluentes e tão em voga pelas estradas da nossa ilha, poucas, pelo menos a essa hora. A verdade é que, apesar da pista e beleza inigualável do circuito, os acessos da ciclovia à marginal propriamente dita (onde há circulação automóvel) não é o melhor. Não tem rampa. Faz-se através de um degrau. Ou melhor, sai-se da ciclovia por uma pequena rampa e desemboca-se num degrau. Tudo em contínuo. Não são raras as quedas. A rever este detalhe por parte de quem tem competência para tal.

O passeio marginal está cheio. As esplanadas, também. Aliás, em contraste com o que se tem passado no areal onde não se têm observado muitos banhistas. De cada vez que passo junto às nossas zonas balneares urbanas, uma mais-valia da nossa cidade só comparável à praia artificial sobranceira à cidade património, pergunto-me a mim mesmo o que será feito daquelas pessoas que habitualmente enxameavam o nosso extenso areal. Para onde terá ido toda aquela gente?

Terão todos assumido a consciência de que o Sol do meio-dia e da tarde é perigoso? Terão todos construído piscina em casa? Estarão a viajar pelos muitos festivais de verão que acontecem um pouco por todo o arquipélago? Não encontro resposta. A verdade é que as praias, este ano, não têm tido a enchente de outros tempos. A não ser, hipótese minha apoiada em notícias publicadas na imprensa escrita local, que estejam com medo das balas da Segunda Guerra Mundial enterradas na areia ou das alegadas bombas e demais material nuclear perdido algures no oceano. Repito, hipótese baseada em notícias publicadas na imprensa escrita local, habitualmente através de fonte anónima ou de alegados especialistas em tudo quanto seja militar, bota-abaixo e americanos.

As esplanadas estão cheias. Não só de turistas, mas de muitos locais que só saem de casa quando o tempo aquece esquecendo-se que cafés, bares e restaurantes também funcionam de inverno e que nas estações frias também os seus proprietários têm que pagar ordenados, rendas, água e luz, sob pena de, no verão seguinte, já não existirem esplanadas onde nos possamos refastelar, exibir as pernas brancas ou os óculos-de-sol comprados para o estilo.

Percebe-se que as festas já estão à porta. A iluminação de Natal já está montada e os constrangimentos no trânsito também começaram.

Para terminar, repito a sugestão aqui deixada num artigo anterior:

“o que acham da ideia de, nos fins-de-semana à tarde, durante o verão, fechar ao trânsito o troço em frente aos bares permitindo, assim, dar maior espaço às esplanadas, possibilitar maior circulação de pessoas e fazer uma maior ligação destes bares e restaurantes ao areal? Não é nenhuma novidade, eu sei. E por não o ser e por se saber que resulta, fica aqui a sugestão.”

Aproveitem o Sol e as longas tardes…

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