“igutes” no “mauéuo”

Jorge_reciclagem

Ainda fica na dúvida entre o que são embalagens, cartão e plástico. Até porque, para ele, as caixas do seu leitinho são de papel, verdes e vão para o contentor amarelo. Quanto aos “igutes”, aí não há dúvida, é plástico, tal como não há qualquer tipo de hesitação quanto ao destino dos caixotes das fraldas que são azuis e, claro, vão para o contentor azul.

Um dia há de lá chegar e espero que, depois disso, consiga esclarecer-me algumas dúvidas que acabo por resolver no indiferenciado ou, simplesmente, sigo o instinto do momento.

Contemporary Art Laboratory

react

Não gosto de escrever sobre o que não conheço ou que não vi. Contudo, vou aqui abrir uma exceção, tendo em conta a confiança que tenho na organização e no facto de nunca me ter desiludido nos eventos em que estive presente.

Trata-se da exposição Contemporary Art Laboratory que hoje é inaugurada no Museu de Angra do Heroísmo organizada pela Re_Act.

Infelizmente, tudo acontece no mesmo dia e hoje começam as festas das Lajes. Os quatro cá de casa vão participar no cortejo de abertura e, como tal, não vai ser possível estar nos dois lugares em simultâneo. É que os preparativos para entrar no desfile começam bem cedo…

Já agora, fiquei sem saber até quando poderei ir visitar a exposição.

os votos não falam

psd - 2017

Faltam poucas horas para o términos desta campanha autárquica que, tal como escrevi ontem a respeito da eleição camarária, foi uma jornada sem chama, sem brilho e sem entusiasmo. Felizmente, ao nível das assembleias de freguesia, a “coisa” esteve mais quente havendo, inclusivamente, a possibilidade de alterações cromáticas nos elencos “governativos” que, em alguns casos, se poderão tornar em autênticas geringonças locais.

Para evitar essa situação, que, a acontecer, tornarão ingovernáveis as Juntas de Freguesia, é preciso que votem, que não fiquem em casa e que não deixem ser os outros a decidir por si. Apesar de ser dia de festa na minha freguesia, com o habitual almoço de família e a procissão mais à tarde, tenho a certeza que encontrarei um buraquinho para ir votar. Nem que seja logo depois de acordar, com as ramelas nos olhos e com a primeira roupa que apanhar à mão. Se não tiver tempo para me pentear, deixá-lo, aquilo é só entrar, fazer três cruzinhas e voltar para cama se a preguiça ainda estiver a tomar conta de mim.

Como escrevi ontem, ainda não recebi em casa todos os manifestos eleitorais nem a composição de todas as listas. Relativamente ao manifesto em falta, fui vasculhar para as redes sociais e lá encontrei, finalmente, o que me faltava, o do PSD, e respirei de alívio. Aquela era definitivamente a Cláudia Martins que eu conhecia e com quem eu tinha conversado. Para aquele que, como eu, não tiveram acesso ao manifesto eleitoral do PSD, fica aqui o link.

Hoje e amanhã, dia de reflexão, é ainda tempo para pensar, mudar de opinião e decidir, não o só o que é melhor para a Praia mas, sobretudo, o que é melhor para a democracia e para a pluralidade de opiniões.

No domingo, no resguardo da secção de voto, o papel aceita as cruzes que quisermos fazer. Com uma vantagem, não falam!

sem chama, sem brilho, sem entusiasmo

banksy-2

Em junho, depois de conhecidos os candidatos à Camara da Praia, escrevi sobre a vantagem da juventude dos candidatos e do desapego às máquinas históricas das forças políticas que representam. A esse artigo dei-lhe o título de “ousar, inovar, arriscar”.

Conheço pessoalmente a Cláudia e o Tibério e sei bem quais as suas capacidades e, diria mesmo, as suas vontades. Aliás, no âmbito desta campanha eleitoral (mais precisamente na pré-campanha) tive oportunidade de ter uma longa conversa com cada um deles e sei o que pensam e o que sonham para a Praia e para o concelho no seu todo. Talvez por isso, esta campanha me tenha desiludido.

Sem informação privilegiada, assisti e recebi as mensagens que qualquer eleitor do concelho da Praia assiste e recebe. Leio o jornal, vejo o telejornal, ouço as notícias da rádio, leio os manifestos eleitorais, observo os cartazes, analiso as fotografias dos panfletos, acompanho o debate na RTP-Açores e na Antena 1 e converso com qualquer candidato de qualquer partido que me aborde. É verdade, acompanho ainda o que se vai dizendo, escrevendo e inventando nas redes sociais.

Já me tinha esquecido o que era ter de decidir o meu sentido de voto só com a informação que é pública e acessível a todos.

As campanhas eleitorais mudaram muito nos últimos anos. Primeiro com as redes sociais, depois com o emagrecer dos financiamentos e a chegada da austeridade. Recordo-me bem dos tempos em que se davam brindes de campanha sem qualquer sentido e de andar pelas ruas como se fosse um vendedor ambulante com as T-shirts de um lado, um molho de isqueiros numa mão, alguns panfletos na outra e ainda um saco pendurado no braço cheio de canetas, calendários, autocolantes, réguas, porta-chaves e porta-moedas. Claro que na comitiva havia ainda quem levasse os bonés, os rádios, os guarda-sóis e os aventais de plástico que eram o sucesso juntos das donas-de-casa que os usavam para arranjar o peixe. Houve ainda um tempo em que a comunicação assentava muito no panfleto e nas reuniões-comício por todo o concelho.

Hoje, muitas dessas práticas acabaram. Umas, ainda bem que chegaram ao fim, outras, é pena que os partidos não lhes deem continuidade e as aprofundem.

Com o fim dos brindes, curiosamente, também acabou a mensagem. É óbvio que estou a generalizar e esta minha perceção não se aplica a todos os candidatos e a todos os partidos, principalmente quando a análise se faz no âmbito da freguesia. Mas a verdade é que a distribuição da mensagem, materializada quase exclusivamente nos panfletos e manifestos (a escassos dias das eleições nem me chegaram a casa todos), é feita como se de um qualquer folheto do DeBorla, da Borja Reis ou do Modelo se tratasse. Muitos candidatos limitam-se a fazer o papel de carteiros (fi-lo muitas vezes) quando esse papel poderia ser feito pelos ditos profissionais da distribuição.

A mensagem não chegou. Não houve nesta campanha qualquer tipo de ousadia. Não se inovou. Ninguém arriscou. Curiosamente, no debate da RTP, houve uma candidatura que me surpreendeu pela positiva, quer pela atitude, quer pela preparação. Andreia Vasconcelos do CDS-PP, sem copiar o estilo de Artur Lima, mostrou determinação e conhecimento.

Hoje e amanhã ainda são dias de campanha. Surpreendam-nos. Os praienses precisam de respostas e querem soluções concretas para os seus problemas e para o seu futuro.

Eu sei que sabem e conseguem fazer melhor. O que vos falta? Qual é o medo?

Artigo publicado na edição de hoje do Diário Insular.

A fotografia foi retirada da internet e apresenta um trabalho de Banksy.

guerreiro e a sorrir

MONTEMOR

A ideia é ter mais tempo livre para os meus filhos e para família, para a minha atividade profissional, iniciar e desenvolver novos projetos, enfim, desfrutar mais esta vida que é só uma e ser livre até para sorrir sempre que a vontade tomar conta de mim.

Esta fotografia foi tirada no passado domingo numa estação de serviço alentejana, a escassos quilómetros de Montemor… o Velho? o Novo? Um deles!

não sou candidato a nada

FullSizeRender

Nestas eleições optei por não integrar as listas que o meu partido apresenta ao ato eleitoral do próximo dia 1 de outubro. Não é novidade para ninguém que sou militante do PSD e que já ocupei cargos no partido e em seu nome. Porém, nada disto invalida que tenha uma opinião sobre o atual momento político do nosso concelho e que em muitas situações discorde em absoluto com as opções e decisões tomadas pelo meu partido. Por não ser candidato, não perco nenhum dos meus direitos e deveres de cidadão. Não sou menos cidadão por isso. Existem muitas outras formas de exercer cidadania e de servir a terra e a comunidade.

Não vejo a política como um jogo de futebol em que uns ganham e os outros perdem e que estes, por não terem alcançado a maioria dos votos expressos nas urnas, têm menos legitimidade que os primeiros. Antes pelo contrário. Sempre disse às equipas que liderei que a nossa missão era sermos os porta-vozes, a voz, daquela minoria que votou em nós e que, apesar de termos perdido as eleições, acreditou em nós, no nosso projeto, e na capacidade de os defender. Não podíamos virar as costas a toda essa gente. Para mim, política é isto. Para mim, fazer política também é isto. Independentemente do resultado eleitoral alcançado.

O ato eleitoral que se aproxima vai realizar-se numa conjuntura bastante diferente dos últimos dois. Roberto Monteiro não é candidato a nenhum órgão, apesar de, inicialmente, ter sido anunciado como candidato à Assembleia Municipal. Teria sido interessante assistir à desforra eleitoral de há doze anos quando o PSD perdeu para o PS a Câmara Municipal com Clélio Meneses (agora candidato à Assembleia Municipal) e Roberto Monteiro. O candidato do PS é Paulo Messias e, neste cenário, é expectável uma subida significativa da representação do PSD neste órgão autárquico.

Relativamente à Câmara, não haverão surpresas. O PS ganhará claramente a eleição e o PSD manterá os seus dois vereadores.

A nível das Juntas de Freguesia o cenário poderá não ser tão rosa, mesmo que o Partido Socialista mantenha a maioria das presidências, mas perca as Juntas de maior dimensão. Será certa a vitória socialista nos Biscoitos, nas Quatro Ribeiras, na Vila Nova, em São Brás, no Porto Martins e na Fonte do Bastardo. O PSD manterá confortavelmente as Lajes e disputará até aos últimos votos a Agualva e Santa Cruz com grande probabilidade de as conquistar. Ficam ainda a faltar o Cabo da Praia e as Fontinhas. As Juntas podem até nem mudar de mãos, mas os candidatos do PSD irão fazer muitas “cócegas” a quem se recandidata provocando-lhes algumas noites sem dormir.

Eu voto nas Lajes, o que me facilita bastante a vida. Verei reeleito César Toste e estou convicto que fará um segundo mandato ainda melhor do que o primeiro. Ganhou experiência e ficou a conhecer os meandros da administração política e pública. Agora já sabe a que portas ir diretamente bater e a que números de telefone ligar. Terá um presidente de câmara também lajense, assim como os dois vereadores do PSD. Neste cenário, nada poderá correr mal à Vila das Lajes nos próximos quatro anos.

Vivo nas Lajes, mas trabalho em Santa Cruz onde passo a maior parte do dia, não ficando, por isso, indiferente aos seus problemas. Tenho pena de também não poder votar aí, mas não é possível. Votaria no Berto Cabral. Santa Cruz precisa de sangue novo e deixar de ser mais um departamento da câmara. Só assim poderá ganhar vida própria e seguir um caminho que seja o seu.

Nestas eleições, não vale votar em branco!

A foto… bem, a foto é a justificação do título deste artigo…

Artigo publicado na edição de hoje do Diário Insular.

de silo a museu

Transformar um silo de cereais em museu parece algo impossível. Em boa verdade, transformar um silo de cereais em algo que não seja uma ruina ou um ninho de ratos é algo impensável para qualquer terceirense que conheça, nem que seja só de passagem, a zona conhecida como “dos celeiros” na cidade classificada como património mundial pela insuspeita UNESCO, Angra do Heroísmo.

Mas é possível! Sigam e link e maravilhem-se com o engenho deste arquiteto britânico.

O projeto é do arquiteto Thomas Heatherwick. O edifício é o Zeitz Museum of Contemporary Art Africa, na Cidade do Cabo, África do Sul.