curiosa

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Não haverão muitas crianças que sejam tão fanáticas pela Patrulha Pata como o Jorge é, especialmente pelos cones que o Chase transporta no seu carro azul. Como que por magia, o cão polícia deixou no nosso quintal três desses cones laranja que rapidamente se tornaram no seu brinquedo favorito. Ainda por cima, quando colocados sobre as lâmpadas do pavimento que iluminam a rua, os cones transformam-se em verdadeiros candeeiros que bem poderiam constituir uma iluminação de noite de bruxas que agora tanto está em voga.

Entretanto, a Amélia não se deixou ficar e, percebendo que algo de novo se passava à sua volta, teve que ir meter o nariz e perceber como é que, do pé para a mão, a luz da rua se tornou avermelhada. Não quero ser acusado de sexista mas, o que é certo, é que nada lhe escapa!

falta tempo para a aguardente

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Chega o dia em que decides fazer limpeza à garrafeira, neste caso, à “secção” de licores, aguardentes, whiskeys, gins, vodkas e de outras bebidas ditas brancas, mas com um tom cromático mais semelhante ao do chá, e adocicadas mais apropriadas para um calicezinho de mijinha do Menino Jesus ou de um “after-party” em noite de Terço ao Divino Espírito Santo.

Apercebes-te que tens acumulado bebida que é um “desparate” e durante muito tempo, como testemunham as teias de aranha e o pó que se foi depositando na superfície exterior do vidro das garrafas. E concluis: estou a tornar-me um ser antissocial. Já ninguém bebe isto. O que vale é que os miúdos estão maiores e não, não vão beber o arquivo morto, mas vão dar-nos mais tempo para os amigos. Tempo que tanta falta nos faz. Não me julguem mal, quem tem filhos desta idade percebe bem o que aqui escrevo…

Estou para ver quando tivermos de catalogar os vinhos! O melhor vai ser irmos dando cabo deles!!

olaria de São Bento

OLARIA DE SÃO BENTO

Numa manhã invernosa como a de hoje, haverão certamente muitos outros lugares para visitar ou para estar, nem que seja na cama. Por necessidade, a isso o trabalho me obriga, tive que me deslocar a Angra e fazer aquela travessia da Via Vitorino Nemésio que, nesta manhã, bem poderia ter servido de mote para o seu “Mau Tempo no Canal”. Acontece que, no seu tempo, “Se bem me lembro”, aquela via não era mais do que a calcetada e ladeada de hortênsias reta da achava, a distância mais curta entre dois pontos, Angra e Praia.

Parei na “olaria de São Bento”, a primeira espécie de “molha” desta manhã. Fiquei rendido às abóboras em barro que lá se vendem e a toda a panóplia de trabalhos de cerâmica tradicional que enchem as prateleiras. Gosto daquele ambiente de olaria. Do cheiro a barro crú, da luz difusa e das sombras por ela provocada. Ali, a tradição da sabedoria ancestral é preservada.

Quando olho para as peças de cerâmica em exposição, fico com a sensação de que estou a ver a minha avó, sem que vinte anos de idade tivesse, a comprar alguidares e salgadeiras para levá-los para a sua cozinha acabada de estrear, no dia do seu casamento. Estou certo que não teria comprado as abóboras. O neto comprou e quer fazer as delícias dos bisnetos.

Na Olaria de São Bento guardam-se e reavivam-se memórias… merece uma visita.