trabalho, trabalho, trabalho

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As eleições já foram, Pedro Passos Coelho bateu com a porta, Rui Rio troca os Aliados pelo Terreiro do Paço, Santana Lopes continua a andar por aí. Enquanto isso, a Catalunha ficou independente, minutos depois, suspendeu a independência, José Sócrates é acusado de 31 crimes, parece que tinha 24 milhões de euros na Suíça e Cavaco Silva foi a um casamento à Escócia e não votou nas autárquicas o que, para muitos, foi o pretexto ideal para voltar a bater no homem, já depois deste ter abandonado a política, e se esquecerem da política do presente e da realidade em que vivemos.

Daqui por alguns dias inicia-se um novo ciclo político no concelho da Praia da Vitória. Não só porque a Câmara Municipal vai ter outro presidente, mas também porque algumas freguesias mudarão de liderança e até de partido político. Com esta renovação generalizada, espera-se que um conjunto de novas ideias e novas práticas surjam um pouco por todo o concelho tendo sempre como pano de fundo a ideia de que a freguesia, a vila, a cidade e o concelho estarão sempre à frente dos interesses dos partidos e das suas clientelas, seja ele qual for, sejam elas quem forem.

Muitos foram os projetos apresentados durante a campanha eleitoral. Muitas as ambições das comunidades que, com o seu voto, confiaram aos seus representantes a tarefa de os defender e de implementarem aquilo a que se comprometeram. Muitos desses compromissos não dependem exclusivamente deles. Mas essa situação não será desculpa para que, durante os próximos quatro anos, não façam tudo, mas mesmo tudo, para concretizá-los. Quando se comprometeram sabiam ao que iam. Se não o fizerem, serão iguais a todos os outros. Àqueles a quem habitualmente dirigimos as nossas críticas e nos fazem duvidar da utilidade do voto e da existência de um sistema que, não sendo perfeito, é o melhor de todos os conhecidos.

Daqui por quatro anos, espero estar a escrever sobre as obras realizadas e os feitos conquistados. Quero ver o Centro de Dia da Agualva em funcionamento, o Lar de Idosos dos Biscoitos a servir a freguesia, a Casa do Camponês do Cabo da Praia cheia de gente, a Fonte do Bastardo com o seu jardim lúdico e cultura, o Centro Interpretativo da Vida Rural das Fontinhas a cumprir o seu propósito, o Lar de Idosos das Lajes a receber os séniores da vila, o Porto Martins com um parque infantil, as Quatro Ribeiras com os seus moinhos de água requalificados, a escada do Facho em Santa Cruz com gente a subir e a descer em segurança, o Centro Interpretativo da Cultura Rural do Ramo Grande a mexer com São Brás, a Vila Nova com um novo Centro Pastoral de Catequese ou a cidade da Praia da Vitória com o seu Cais de Cruzeiros em funcionamento pleno.

Até lá, vamos esperar e confiar na capacidade empreendedora e de iniciativa dos nossos eleitos locais. Os tempos não correm de feição, mas parece que o pior já passou. Agora é arregaçar as mangas, botar mãos à obra e não desistir. Ao novo elenco camarário pede-se que trate todas as freguesias da mesma forma, sem cores. Às freguesias, pede-se o mesmo, que tratem todas as instituições e todos os seus fregueses sem rótulos, sem carimbos, sem cor.

Artigo publicado na edição de hoje do Diário Insular.

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