obrigado

FRASE_HÉLIO ROCHA

Uma deputada regional do Partido Socialista, Catarina Moniz Furtado de seu nome, escreveu, no dia em que cessou funções na Assembleia Legislativa, que tinha “entrado micaelense e saído açoriana”. Foi desta frase escrita nas redes sociais que me veio à memória quando tomei consciência de que hoje cesso, oficialmente, as minhas funções de membro da Assembleia Municipal da Praia da Vitória.

Não que eu tivesse, há doze anos, entrado lajense e agora saído praiense, mas hoje tenho uma visão do concelho completamente diferente daquela que tinha quando lá cheguei. Hoje, a Praia é muito mais do que a cidade, a rua de Jesus ou até a rua da igreja, a canada do poço ou a canada das vinhas nas Lajes. A Praia é muito mais do que o aeroporto, a base, a escola Vitorino Nemésio ou a avenida Marginal. A Praia é muito mais do que o presidente da Câmara, a Assembleia Municipal, as Juntas de Freguesias ou as direções das Casas do Povo ou da Sociedades.

A Praia é, acima de tudo, as pessoas que nela vivem, muitas delas completamente alheadas dos processos eleitorais, das lutas partidárias e das disputas de lugares. E ainda bem. Gente que tem problemas por resolver, ambições e sonhos por realizar. Gente que aqui vive porque quer e gosta desta pequena parcela de território português que é nosso e que tanto amamos ao ponto de desculparmos todas as falhas de quem tem a nobre tarefa de cuidar dele.

Não fosse a minha passagem pela Assembleia Municipal e pela Concelhia do PSD, talvez nunca tivesse passado por praticamente todas as ruas e canadas do concelho, visitado a grande maioria das instituições, conversado com centenas e centenas de pessoas e percebido que, por muito mundo que percorra, não há no mundo povo como este.

Um povo que ri e chora como nenhum outro no Carnaval, que se comove ao ver desfilar a sua filarmónica, que reza e se penitência pelo Divino Espirito Santo, que come e bebe ao estoirar de um foguete e que nem precisa de ver a cor do toiro para poder dizer que se consolou naquela tarde de touros.

Foi este povo, o meu povo, a minha gente que passei a conhecer melhor.

No entanto, nada disto teria sido possível sem a ajuda de muitas pessoas que me ajudaram ao longo destes doze anos. Gente que me abriu as portas das suas casas sem sequer me conhecerem, mas que confiaram em mim e me deram o benefício da dúvida. Pessoas que nunca mais me esquecerei delas e que marcaram um período importante da minha vida.

Quero agradecer, por isso, a todos quantos, de forma mais direta, me ajudaram e me apoiaram ao longo destes doze anos: Adalberto Couto, Alberto Laranjeira, António Gonçalves, Berto Cabral, Borges de Carvalho, Carla Forte, Carla Parreira, Carlos Andrade, Carlos Cardoso, César Toste, Cláudia Silva, Clélio Meneses, Délia Nunes, Diamantino Melo, Diana Lopes, Fábia Toste, Fernando Perpétua, Filomena Canedo, Francisca Toledo, Francisco Ávila, Francisco Costa, Francisco Freitas Costa, Francisco Homem Mendonça, Francisco Martins, Francisco Roberto, Francisco Santos, Hélder Luís, Humberto Machado, Jorge Freitas, Jorge Gomes, José Carlos, José Fernando Gomes, José Gabriel Martins, José Hildeberto, Judite Parreira, Lisa Bettencourt, Lourenço Ferreira, Luís Pinheiro, Manuel Humberto, Manuel Pires Luís, Marco Ivo, Marco Sousa, Martinho Diniz, Mercês Monteiro, Nélia Ávila, Nelson Pires, Nuno Pereira, Nuno Branco Pereira, Paulo Homem, Paulo Luís, Paulo Noval, Paulo Soares, Paulo Toledo, Roberto Carlos, Roberto Sousa, Rui Espínola, Rui Martins, Susana Silva, Teresa Quadros, Vanda Simões e a Vânia Figueiredo, sem esquecer o Eutimo Azevedo e o José Duarte Costa.

Se algum nome falhar, resta-me, com humildade, pedir desculpas.

A todas elas, às que estão na lista e a todas as outras que se cruzaram comigo neste meu percurso ao serviço da nossa Praia, deixo o meu profundo agradecimento e mantenho a minha disponibilidade para os servir sempre que o entenderem.

Obrigado a todos!

A frase que ilustra este artigo foi retirada da entrevista que Hélio Rocha – o novo Presidente da Junta de Freguesia da Agualva – concedeu ao Diário Insular e que foi publicada na sua edição da passada sexta-feira.

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