olaria de São Bento

OLARIA DE SÃO BENTO

Numa manhã invernosa como a de hoje, haverão certamente muitos outros lugares para visitar ou para estar, nem que seja na cama. Por necessidade, a isso o trabalho me obriga, tive que me deslocar a Angra e fazer aquela travessia da Via Vitorino Nemésio que, nesta manhã, bem poderia ter servido de mote para o seu “Mau Tempo no Canal”. Acontece que, no seu tempo, “Se bem me lembro”, aquela via não era mais do que a calcetada e ladeada de hortênsias reta da achava, a distância mais curta entre dois pontos, Angra e Praia.

Parei na “olaria de São Bento”, a primeira espécie de “molha” desta manhã. Fiquei rendido às abóboras em barro que lá se vendem e a toda a panóplia de trabalhos de cerâmica tradicional que enchem as prateleiras. Gosto daquele ambiente de olaria. Do cheiro a barro crú, da luz difusa e das sombras por ela provocada. Ali, a tradição da sabedoria ancestral é preservada.

Quando olho para as peças de cerâmica em exposição, fico com a sensação de que estou a ver a minha avó, sem que vinte anos de idade tivesse, a comprar alguidares e salgadeiras para levá-los para a sua cozinha acabada de estrear, no dia do seu casamento. Estou certo que não teria comprado as abóboras. O neto comprou e quer fazer as delícias dos bisnetos.

Na Olaria de São Bento guardam-se e reavivam-se memórias… merece uma visita.

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