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Quando, a passos largos, o ano se vai aproximando do fim, é inevitável que comecemos a olhar, de forma crítica, mas atenuada pelo passar do tempo, os 365 dias que passaram.

Não esquecendo a tragédia nacional dos incêndios, do episódio do roubo de armas em Tancos, do caricaturável jantar do Panteão, do espetáculo mediático da WebSummit ou do recente escândalo na IPSS da Doutora da Parada que só é Raríssimo porque, por outras bandas, enquanto a pia não secar, as comadres não brigam, dois mil e dezassete foi marcado pelas eleições autárquicas.

Como consequência disso, este foi mais um ano de promessas, compromissos, reposicionamentos políticos e que deixou a nu as fragilidades internas das estruturas partidárias, o que sempre acontece nas mudanças de liderança ou na sua ausência.

A luta pela sucessão no Partido Socialista na Praia da Vitória teve os contornos que se conhecem. De um partido que se dividiu em torno de dois candidatos – Tibério Dinis e Carlos Armando Costa – saiu uma solução em que as duas fações, aparentemente, se identificam, pese embora as mudanças de última hora ocorridas na lista para a Assembleia Municipal, deixando transparecer algum desconforto, ou mesmo “desapoio”, por parte de Roberto Monteiro. Se esta mudança, como se chegou a pensar”, pretendia revelar a vontade de Tibério Dinis em romper e descolar do consulado do seu mentor é algo que ainda não deu para perceber. Contudo, a avaliar pelas ações destas poucas semanas de mandato, tal será difícil de acontecer.

No Partido Social Democrata o processo também não foi fácil. Embora por razões bastante diferentes, o partido andou durante meses num corrupio intenso de luta contra o tempo à procura de um candidato. O período pós-eleições regionais abriu feridas que custaram a sarar e que só terão cicatrizado após o fecho das listas autárquicas. Pelo menos é o que se pode depreender da sua composição onde se manifestaram as alianças mais improváveis. A solução encontrada para encabeçar a lista à Câmara Municipal, Cláudia Martins, embora tardiamente anunciada, era um nome apontado desde o início. Se da primeira vez em que o seu nome foi falado tivesse sido de imediato apresentado, a candidata não teria ficado conhecida por ser uma solução de recurso, mas uma solução inovadora, personificando vontade de mudança. Ainda assim, não desiludiu. Surpreendeu. Apesar do curto período de antena, a candidata do PSD mostrou que tem capacidade e vontade de fazer mais. Desenganem-se aqueles que, colando-se a ela e aproveitando o seu, apesar de tudo, sucesso, pensam vir a construir carreiras políticas. A Cláudia Martins vale por si só. O resultado eleitoral alcançado é dela e só dela. Vamos ficar atentos ao seu percurso. A “miúda” chega longe!

Falar de autárquicas na Praia sem falar dos resultados eleitorais das freguesias, é como falar do Natal sem falar do Menino Jesus, embora ande esquecido. As vitórias eleitorais do PSD nas freguesias da Agualva, Biscoitos e Fontinhas, assim como o reforço da votação nas Lajes, foram o sal e a pimenta destas eleições onde o resto era expectável.

O que fica? Ficam os compromissos e as promessas. Espera-se que 2018 traga novidades. Que se cumpra o prometido e que a Praia descole, finalmente, do estado de letargia em que se encontra e se transforme num concelho de prosperidade e de futuro. Tal só é possível com a ajuda de todos, puxando para cima, motivando e incentivando. Assim também se faz Natal…

Boas Festas e Feliz Natal!

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