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visita ao museu

Por vezes parece que nada mais há para fazer com os nossos filhos a não ser ficar em casa, agarrados ao tablet ou sentados à frente da televisão. Muitas das vezes é mesmo isso que acontece. Esquecemo-nos que há todo um mundo de possibilidades à nossa volta desde as mais óbvias àquelas que, aparentemente, são para adultos, mas que, na realidade, são para qualquer idade.

É claro que as crianças não vão apreciar uma visita ao museu, por exemplo, com os mesmos olhos de um adulto. Também é verdade que dois adultos, mesmo que a acompanharem-se mutuamente, não vão usufruir da experiência da mesma forma. Cada um interiorizará aquilo que a sua emoção do momento absorver, odiando ou amando, como em tudo o que na vida acontece.

Ontem fomos com o Jorge e a Amélia ao Museu de Angra. Não foi a primeira vez. A Amélia, por exemplo, nunca tinha lá estado a andar pelo seu pé, estava sempre amarrada ao carrinho, o que era uma vantagem. Ontem não foi muito diferente. Em vez do carrinho, e para evitar danos à exposição, andou quase sempre ao colo… imaginem os braços e a coluna vertebral da mãe após mais de uma hora de visita.

Com o Jorge foi diferente. Já olha para algumas coisas e interage com elas. Um problema. Nem vos digo qual foi a sua primeira reação quando viu uma manta de retalhos estendida no chão. Pobre da criança. Toda a gente sabe que as mantas são para pôr em cima da cama ou para decorar paredes. Panos no chão, diz o bom-senso, são tapetes. Ups! Nunca mais nos vão deixar lá entrar… Desculpa Ana Lúcia

O Jorge já anda bem pelo seu pé. O pai não teve de andar com ele ao colo. Mas corre. Os corredores são largos e as escadarias são amplas com degraus altos. Por muito que lhe digas que não se pode correr, por muito que corras atrás dele, não à volta a dar. Tem três anos.

O Jorge e a Amélia saíram deliciados do museu de Angra. A fonte com água bem ao centro do claustro, as rampas da igreja que até fazem barulho quando se passa por cima delas, os bancos de madeira do coro alto cujo assento dá para levantar e rebaixar e o elevador. Não contei as viagens que fiz no elevador, mas foram algumas.

Quando entrámos na igreja, o Jorge virou-se para mim e disse: “Já estivemos aqui!”. Perguntei-lhe quando e com quem, se tinha sido em alguma visita do colégio. Ao que ele me responde: “Não foi no colégio. Fomos nós todos. Eu, o pai, a mãe e Amélia.” Missão cumprida, pensei. Ele não faz ideia do que viu, se arte sacra, se pintura do século XVII ou se alguma peça de artilharia única no mundo. Mas a visita não lhe foi indiferente. Lembrava-se de já lá ter estado, foi a recordação que ficou da última vez que lá entrou. A sua experiência. Desta, não imagino o que reteve, mas alguma coisa eles terão absorvido. À sua maneira, claro.

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