wine biológico

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É por isso que gosto tanto desta terra. Não há outra no mundo que se lhe compare na organização de eventos. Fazemo-lo melhor que ninguém e temos orgulho nisso. Pena é que se realizem todos ao mesmo tempo, o que também já vem sendo um hábito. A nossa chafarica é melhor que todas as outras. Diria mesmo, superior a todas as outras. Por isso, não vale a pena perdemos tempo em contactá-las para sabermos quando vão promover as suas atividades e tentarmos marcar as nossas de maneira a não lhes roubarmos clientes. Eles se quiserem que venham falar connosco. Era só o que faltava ainda ter que dar satisfação àquela gente. Ao menos não podemos dizer que não há opções de escolha.

O fim-de-semana que se aproxima vai ser um daqueles bem regado. Já é costume que o seja ou não estivéssemos nós naquele período entre Bodos em que o vinho de cheiro corre a rodos nas casas dos Imperadores, Impanatrizes, Mordomos e Mordomas e pelas barricas dos Impérios e Despensas da nossa ilha. Mas esse vinho é de cheiro, aquele que se usa para as alcatras, embora agora existam especialistas gastronómicos da cidade que digam que é com vinho branco que se confeciona aquele repasto servido em alguidar de barro acompanhado por massa sovada. A minha avó sempre as fez com cheiro. Nas Lajes é assim.

Para os lados da Vinha Brava, no pavilhão/parque de exposições que levou mais de uma década a construir e poucos segundos a inaugurar, os vinhos serão outros. Outro nível. Coisa de enólogo. Gastrónomo. Gourmet. A dúvida que eu tenho e me consome as noites é saber onde posso ir provar vinho biológico. Organic Wine. Biologic Wine. Vinho Orgânico.

Durante os mesmos dias, na barraca oficial da cidade da Praia, vai realizar-se a V Biofeira dos Açores. Um evento que atrai todos aqueles que, movidos pelo regresso às origens, às memórias dos avós e à alimentação saudável, procuram os melhores produtos biológicos produzidos na Terceira, embora a feira seja Açores. Pena é que, infelizmente, se confunda alimentação biológica com dieta vegetariana e se esqueça que massas, bagas e sementes, leites e méis importados, embora de produção biológica, são mais prejudiciais ao meio ambiente do que cenouras adubadas. Não me refiro só aos sacos e embalagens, mas sobretudo à pegada de carbono deixada pelos navios e aviões em que para cá são transportados. Enfim. Há sempre pequenas confusões.

A Biofeira vai concorrer diretamente com o Wine In Azores e a Feira de Atividades Económicas, promovida pela Câmara de Comércio de Angra, onde está integrado. Quem vai perder? A Praia, já se sabe, que nestas coisas de concorrência direta perde sempre e, ainda por cima, se põe a jeito. Parece que não há maneira de se aprender. Parece que este tipo de situações nunca aconteceram. Cada um fechado na sua cápsula hermeticamente selada. No seu casulo. Orgulhosamente sós. E felizes porque vão dar uma festa particular, sem concorrência, onde se pode conviver com os amigos.

Por mim, já fiz a opção. Entre o Festival Mais Jazz, que vai decorrer este fim-de-semana no Museu de Angra, e a cantoria promovida pelo Mordomo do segundo Bodo das Lajes, que acontecerá no sábado à noite, vou ao Bodo. Sempre fica mais perto.

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