rua de Jesus na Califórnia #2

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Na passada semana, acompanhando um familiar meu que vive na costa leste dos Estados Unidos, tive a oportunidade de estar presente no I Encontro Intercalar de Investidores da Diáspora. Segundo a organização, estiveram presentes 111 investidores oriundos de 11 países diferentes. Se é verdade ou mentira, não sei. Não os contei. Mas que havia por lá muita gente, lá isso havia.

Não fazia ideia ao que ia. Pensava que as pessoas se iriam sentar à volta de uma mesa a darem ideias, a apresentarem soluções e a manifestarem preocupações. Confesso que me assustei com as primeiras intervenções a que assisti. Uma seca! Demasiado institucional, muitos discursos e uma preocupação extrema em transmitir informação positiva e headlines para os noticiários. A habitual propaganda oficial que só funciona ali dentro, em ambiente fechado e com a maioria das pessoas a desconhecerem a realidade do dia-a-dia dos praienses e dos portugueses em geral. O mundo daqueles discursos não é o mesmo mundo que se encontrava no exterior da Academia da Juventude e das Artes da Ilha Terceira, local onde decorreu o encontro.

Até que entra Vitor Fraga, o presidente da SDEA – Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores. Aí, tudo mudou. É bom ver alguém com um discurso prático, próximo da realidade e a saber o que diz. Apresentou projetos, apresentou caminhos, propôs soluções e não escondeu algumas dores de crescimento. Claro que não terá dito tudo, também é esse o seu papel, mas despertou curiosidade e captou a atenção da assistência. Explicou de forma simplificada os sistemas de incentivos e a forma de a eles recorrer, criando a sensação de que é possível.

Não é meu objetivo fazer aqui elogios a Vitor Fraga ou dizer que o homem é um fenómeno. Contudo, a sua apresentação pode servir de exemplo. Um exemplo a seguir. Mais exposições como estas deveriam ser feitas. Não só aos chamados investidores da diáspora, os que têm mais dinheiro ou que são mais conhecidos, mas às comunidades portuguesas em geral espalhadas pelo mundo, mais concretamente nos Estados Unidos e no Canadá. Haverá gente por aí que tem capacidade de investir e quer investir, mas não sabe em quê nem como. Que não sabe onde se dirigir e a quem se dirigir ou que não conhece ninguém que saiba que estas coisas existem e como funcionam. É, por isso, preciso fazer mais. Muito mais.

Existe tanta gente a querer fazer alguma coisa pela sua terra, mas que não faz a mínima ideia por onde começar. Encontros como estes podem ser o princípio. E, às vezes, só é preciso dar o primeiro passo.

Esta crónica foi transmitida durante o fim-de-semana no programa Voz dos Açores nas estações de rádio:

radioportugalusa.com

radiolusalandia.com

radiotvartesia.com

radiovozdosacores.com

radioazorescanada.com

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