parque ambiental paul praia da vitória área protegida

de regresso ao Diário Insular…

parque ambiental paul praia da vitória área protegida

O parque ambiental do pau é bonito. Tem árvores, peixinhos e passarinhos para serem observados. Tem também uma área a que se dá o nome de parque infantil, um espaço destinado à prática de exercício físico e outro para os amantes do “skating” (não sei se é assim que se diz). Ah!, e tem também um recinto asfaltado resguardado por tapumes das obras e que serve para montar tendas para feiras e jantares, assim como para a realização das festas da Praia (não vou falar mais destas, já disse o que tinha a dizer a quem de direito).

E pronto! Ainda tem os aviões a passar por cima. Tal pena não serem mais… Bem bom, podia ser pior!

Ia-me esquecendo, tem também um quiosque que não serve para nada e umas casas de banho que estão sempre limpas. Ainda bem.

O dito parque infantil está degradado e, ao que parece, a ser alvo de um processo de desratização. O parque fitness também não está nas melhores condições, com aparelhos partidos e, ironicamente, enferrujados. É bem verdade que a Câmara Municipal é que faz a vistoria, fiscaliza e emite licenças de utilização. Isso não significa, no entanto, que as Leis, os Regulamentos e as boas práticas não se apliquem ao Município praiense. Antes pelo contrário. Deveria ser o exemplo. Veja-se o Relvão…

O paul não é atrativo. Não tem capacidade de seduzir as pessoas. Nem sequer os namorados vão para lá. Dizem-me que não se pode piquenicar e fazer fogueiras. Até compreendo as fogueiras mas, piqueniques?! Aquilo é protegido. Tem as proteções todas do ambiente, da Europa, da Via Láctea, de tudo. Os passarinhos não podem ser incomodados. Como é?! O problema é o barulho e a poluição, dizem-me. Por este andar, aconselho as aves migratórias a interporem uma providência cautelar para que os aviões passem a levantar e a aterrar pelo lado da Caldeira, para que não se realizem festas da Praia e outras feiras e, já agora, para que acabem com o cerrado transformado em parque de campismo. É verdade que é um parque temporário e que só funciona dez dias por ano, mas chamam-lhe pomposamente parque de campismo. Sim, a Praia da Vitória é uma cidade que tem um parque de campismo com praia de banho por perto, mas que ninguém faz caso dele nem o promove. Pudera… Até eu tinha vergonha. Por isso, não percebo a razão pela qual o paul não pode ser transformado num parque ambiental onde os humanos – que não são seres fabricados nem extraterrestres – possam também usá-lo como espaço de lazer e divertimento.

Para se evitarem fogueiras, talvez fosse pertinente construírem zonas de assadores, com água e contentores de lixo. Aqui e ali serem instaladas mesas e substituir o equipamento infantil por outro de maior qualidade e mais apelativo, distribuindo-o pelo parque. Criarem-se espaços destinados à prática desportiva ao ar livre (bem sei que gostam mais de tendas). Campos de ténis, basquetebol e futebol. E dar uso ao quiosque. Fazer dele um café com esplanada onde as pessoas pudessem usufruir da vivência no meio da Natureza, quiçá até disponibilizando binóculos para a observação das ditas aves protegidas. Quem sabe se dentro de cada um de nós existe um ornitólogo escondido e que goste de um bom churrasco…

Este artigo foi publicado na edição de hoje do Diário Insular.

A imagem veio da página do siaram.

 

 

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