não desistimos!

Regressei de férias no passado sábado. Na RTP-Açores, em direto, o Atlântida, programa de Sidónio Bettencourt a precisar de um profundo refrescamento, transmitia imagens da Praia. O Cantar aos Reis do dia seguinte e uma mesa farta de produtos da terra e delícias da época abriam o apetite e convidavam o telespectador a visitar a Praia da Vitória. Como havia estado fora, disponibilizei-me a aceitar o convite e fui à Praia. Já tinha saudades da minha cidade. Fazia mais de uma semana que não a sentia.

Apesar de a época natalícia ainda não ter terminado, a maioria das decorações de Natal já haviam sido retiradas. Grande parte das lâmpadas estavam fundidas e alguns arcos só tinham metade das luzes a funcionar, quando funcionavam. O cenário era desolador e de decadência. A cidade parecia ter desistido.

Pensei “aí está um tópico para o meu próximo artigo”. Contudo, ato contínuo, caí em mim e logo corrigi o meu pensamento. “Paulo, não vais alimentar este sentimento negativo!”

Reagi. Recuso-me a entrar nessa onda negativista. Recuso-me a não desistir!

Felizmente, tal como eu, muitos o têm feito e, contra ventos e marés, contra o establishment e um sistema que muitas vezes no sufoca e nos impede de crescer, são muitas as pessoas e as empresas que têm mostrado que é possível sair da força negativa que nos suga e tenta puxar para o abismo e que, apesar disso, resistem, sobrevivem, crescem e criam emprego. Só para dar alguns exemplos, em setores diferentes, posso referir a PROMOTORA, a SUSIARTE, a ELECTRO CRUZEIRO, a PADARIA DO JUNCAL ou as MODELINAS como empresas de sucesso que souberam superar os tempos difíceis.

Estarei a ser injusto para muitos outros, eu sei. Também sei que nem todos têm ou tiveram os mesmos meios ou as mesmas oportunidades. Sei disso. Para o bem e para o mal, senti bem na pele os efeitos de uma crise que apesar de atenuada, ainda não se foi embora ou o poder de um sistema muitas vezes viciado e pouco transparente, particularmente num setor como aquele em que me movimento. Talvez por essa razão, compreenda bem as queixas de quem não consegue imaginar melhores dias e me recuse a desistir só porque as lâmpadas da iluminação de Natal estão fundidas ou a rua está vazia ou as festas da Praia correram mal. Não desisto.

Isso é muito pouco e nós somos mais fortes do que essa força trituradora.

Há poucos minutos regressei do almoço (escrevo à quarta-feira) e fiquei a saber que o restaurante onde almocei vai ser ampliado. Mais abaixo, hoje, um novo espaço de restauração vai ser inaugurado e o posto de turismo, que deixou de o ser, tem uma vaca à porta e, sobre o telhado, letras gigantes anunciam felicidade – “Happy” – uma empresa de animação de animação turística que procura – e é – diferente.

Prenúncios de uma nova vida na Praia? Não sei. O que sei é que esta gente também não desistiu!

A imagem foi retirada da página da Happy – local experience.

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