ninguém está preocupado com o Alexandre Gaudêncio

Claro que ninguém está preocupado com o Alexandre Gaudêncio e, muito menos, com o PSD no seu todo. Se o estivessem, aconselhariam a pessoa que ocupa o lugar de líder do Partido de Sá Carneiro nos Açores – e que já não o é há muito tempo ou até nunca o foi – a deixar a presidência da agremiação laranja, convocar eleições, e proporcionar uma mudança que se quer e se deseja, não só para bem do PSD, mas sobretudo para bem dos Açores. Deveriam, também, sugerir que renunciasse ao mandato de Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande ou, quando muito, suspendê-lo. Mais uma vez, para o bem de todos e, principalmente, para bem do Partido e de todas as suas estruturas concelhias e de ilha que, de um momento para o outro, ficam de mãos atadas sem nada poderem fazer ou criticar.

Imaginem, numa hipótese remota, muito remora, muitíssimo remota, que o Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória – ou de outra qualquer – fosse agora ou daqui por uns dias constituído arguido por uma qualquer questão relacionada com a gestão autárquica. Que moralidade teriam a Concelhia, os Vereadores, a Assembleia Municipal ou outro qualquer militante ou simpatizante para dizerem ou exigirem o que quer que fosse ao Partido Socialista ou a Tibério Dinis? Nenhuma! Neste momento, todos ficaram de mãos atadas e postos a jeito para ouvirem como resposta: “E vocês? São todos iguais!” De facto, com muita pena minha, parece que são.

Infelizmente, mais uma vez, o Partido, a Região, a Ilha e o Concelho ficaram para trás. Mais uma vez, o interesse individual falou mais alto e, a poucos meses de se começarem a fazer listas de deputados para as eleições regionais, não se poderia correr o risco de deitar por água abaixo compromissos estabelecidos com o atual Presidente e se ficar de fora de um novo rearranjo político e necessário reequilíbrio de forças sob pena de o investimento em novos fatos e gravatas ter sido feito em vão. Curiosa esta preocupação regional. Só tenho pena que tamanho investimento não se faça a nível municipal e que, a dois anos das eleições autárquicas, ninguém fale delas, ninguém se empenhe em encontrar um candidato, principalmente numa altura como esta em que a atual vereação está completamente à solta, a opinião pública lhe é desfavorável e o trabalho é aquele que está vista.

Alexandre Gaudêncio, acompanhado pelos acólitos do costume, dizia há uns meses, a propósito de um caso semelhante ao daquele por que está a passar agora, que são situações destas que fazem com que as pessoas se desinteressem da política e que as levam a abster-se. Não posso estar mais de acordo com ele!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s