Jogos de Calamares, Chicão e Toiros.

Calamares ou lulas é tudo mais ou menos a mesma coisa. Aquela lulinha frita, panada, servida como entrada, que custa os olhos da cara, habitualmente é apresentada nos menus dos restaurantes como “calamares fritos”. É uma forma de elevar o estatuto do molusco, justificando o preço. Já se os bichos forem grelhados, cozidos ou salteados ao alho, passam a ser conhecidos como lulas, mesmo tratando-se de uma cataplana ou uma portentosa caldeirada. Mas, nem por isso, o preço baixa. É claro que há ainda o choco frito, mas não quero introduzir já o assunto Chicão, até porque não há histórico de se venderem este tipo de iguaria em balcão de tasca.

Squid é como, em inglês, se diz lula, calamar ou choco. Acrescido do substantivo (nome) Game, já estamos a falar da série sul-coreana, a passar na Netflix, onde adultos enrascados na vida são desafiados a jogar simples jogos infantis. Apesar da simplicidade das regras, aquilo que não passa de uma brincadeira do recreio da escola, transforma-se num salve-se quem puder, num misto de manipulação, golpes baixos, calculismos e deslealdades para todos gostos. Pouco importam as relações pessoais, antigas ou novas, o que interessa é sobreviver. Ficar por cima. Mostrar força e poder. A luta é feroz e horripilante. Vale tudo.

Ainda não será desta que o Nuno Melo virá à baila.

Aquilo é deveras interessante. Uma brincadeira de gaiatos. Desafios vários. Pequenotes em bicos de pés, graúdos de peito cheio armados em homens de pelo na axila, idosos sabidos e seres assexuados e sem idade de máscara na venta. Elas, as máscaras, existem para todos os gostos: tipo esgrima com figuras geométricas simples e hierarquizadas, pixeladas ou ricamente adornadas. No fundo, ao que parece, quem manda são precisamente estes, os que nunca dão a cara. Aqueles que manipulam, que puxam cordelinhos aqui e a li, apresentando-se sempre, perante os mortais e seus joguetes, de cara escondida por detrás da máscara. Seráficos. Risonhos. Quadrados. Enquanto os outros jogam à macaca, os mascarados vão colhendo os despojos das guerras entre canalha.

E o Nuno? E o Chicão? E o CDS? Só se for o do continente, que o de cá vai bem. Direi mesmo, muito bem! Vamos com calma, ainda não é o momento para isso… há assuntos sérios a tratar.

Por falar em tasca, ao que tudo indica, é já amanhã que vai acontecer a primeira tourada à corda em dois anos. Mais, vai iniciar-se a época taurina que, este ano, excecionalmente, pode vir a prolongar-se até ao dia 15 de novembro. Será?! Parecia que este dia nunca mais chegava. O povo andava sedento disto. Doido por uma tasca. Por um arraial. O caminho do cemitério, na Praia, vai ser pequeno. Sugeria, por isso, que o melhor seria transferir o evento para a via rápida, via Vitorino Nemésio. Tem mais espaço, nome mais adequado, cabe mais gente, garante-se o distanciamento social e nem se precisaria usar máscara. Seria bem melhor assim. A liberdade plena. Bem sei que a via rápida não tem o mesmo simbolismo que o caminho do cemitério, mas o que conta é haver condições para a realização da tourada. Ou estarei errado?

Já agora, aqueles apêndices que as lulas têm e que chegam e se metem em todo o lado chamam-se também tentáculos ou têm designação específica?

Nota: a câmara da Praia toma posse amanhã… também!

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