Atrasos.

Ainda tentei fugir ao tema. Mas não há como. Isto está que não se pode. Tudo caro como nunca antes visto. Os atrasos nos correios (o que não é novidade), as encomendas que não chegam, os tamanhos que não acertam, os brinquedos que ninguém sabe existirem e onde, os sites que não vendem para as colónias… para os Açores. A encomenda vinda da Polónia, ou da Lapónia, que chega em dois ou três dias, a de Lisboa que vem passado um mês. Assim não há Natal que o valha. Assim não há quem aguente.

Valha-nos São Nicolau, que o das palhinhas já parece ter desistido.

Valha-nos Paulo Estevão, que sempre vai animando a cena política regional. Alguém tem de o fazer e só um monárquico pode ser conhecedor das carências desta Corte. Como é possível que alguém retire a confiança política a um Secretário Regional, mesmo que o visado se ande a pôr a jeito, quando é o seu partido responsável por manter no governo alguém como o Diretor Regional da Cultura? Meu querido líder PPM, seja coerente. E se quer ter algum pingo de credibilidade, faça o mesmo ao senhor titular do Silveira e Paulo. Retire-lhe a confiança. Facilite a vida ao Presidente do Governo. Melhor, facilite a vida a quem tem de lidar diariamente com o distinto Diretor. “Quem trouxe?! Quem trouxe!?!” Não, não é doce…

Depois há o Pacheco. Fiquei sabendo que o senhor é da minha idade. E é designer gráfico de profissão. Quem diria?! Ainda suspeitei que tivesse formação nas áreas da comunicação, multimédia ou música, tal é o seu talento influenciador. Mas não. O senhor parlamentar (ainda ponderei usar o populista chavão “paralamentar”, mas achei foleiro) é o cabeça de lista pelo seu movimento, dito político, às próximas legislativas. E se for eleito? Vai-se embora? O nosso parlamento vai perder esta sua pérola? Por favor, caros camaradas, companheiros, concidadãos, não façam isso. Já imaginaram o que seria este senhor em Lisboa como imagem de nós todos? Não merecemos tamanha humilhação. O assunto é sério e Pacheco não é sinónimo de coisa boa. Que o diga Dona Inês…

E de regresso à cultura, cuja Direção Regional está sediada no Palacete Silveira e Paulo, em Angra do Heroísmo, cidade Património Mundial da Humanidade classificada pela UNESCO, sede da Diocese, sede do Representante da República para a Região Autónoma dos Açores, cidade-berço das Donas Amélias privatizadas, cidade-túmulo de Paulo da Gama (irmão do Vasco), cidade mal iluminada e escura… e de regresso à cultura… Foi anunciada a programação do Teatro Micaelense para o ano de 2022. A saber: Miguel Fragata, Camané e Mário Laginha, Lloyd Cole, Carolina Deslandes… entre outros. Para quem anda mais distraído: o Teatro Micaelense é da Região, não é municipal. Ou seja, a sua programação é paga pelo orçamento da Região, isto é, da Região Autónoma dos Açores. Logo, para todos os Açores, todos os açorianos e todas as açorianas. Pergunta: está prevista a criação de uma tarifa Açores cultural em que o preço do bilhete para assistir aos eventos na sala de espetáculos regional inclua passagem aérea e dormida? Está prevista uma digressão desses espetáculos por todas as ilhas? Ou isto é como aquelas lojas online que não enviam encomendas para as ilhas?

Enquanto isso, na Coreia do Norte, o querido líder Kim Jong Um, proíbe risos, bebidas e compras para assinalar os dez anos da morte do pai.

Boas Festas… Votos de um Feliz Natal!

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