Este confinamento não dá com nada.

Este segundo confinamento não está a ser tão penoso como o da primavera de 2020. É Natal, andamos todos mais entusiasmados e distraídos com as festividades. Comemos mais e bebemos moderadamente, que isto de ter duas crianças à nossa conta, obriga-nos a ser mais responsáveis e eles ainda não têm força nem discrição de juízo para nos levar à cama ou ligar ao 112. Com creche, ATL e escola fechados, fechámo-nos também… e assim continuamos. A trabalhar a partir de casa, a tentar cumprir os compromissos com os nossos clientes e a organizar atividades para que todos – pai, mãe, … Continuar a ler Este confinamento não dá com nada.

Nem sei porque estou a publicar isto.

Não gosto de fazer balanços, mas este é o tempo deles. Esforço-me por não pensar nisso, mas este é o tempo em que não há como fugir disso. Rapidamente percebemos ter ficado aquém daquilo que nos havíamos proposto, no mesmo dia, à mesma hora, pelo mesmo motivo, quando, sem querer, o balanço se impôs. Comigo é assim. Quantas realizações ficaram pelo caminho, quantos projetos falharam, quantas conquistas não conquistadas, quantas conquistas que mais não foram do que ilusões. E depois existem as surpresas. Coisas que, como caídas do céu, sem prever, ambicionar ou preparar, aparecem-nos na vida sem pedir licença, … Continuar a ler Nem sei porque estou a publicar isto.

Atrasos.

Ainda tentei fugir ao tema. Mas não há como. Isto está que não se pode. Tudo caro como nunca antes visto. Os atrasos nos correios (o que não é novidade), as encomendas que não chegam, os tamanhos que não acertam, os brinquedos que ninguém sabe existirem e onde, os sites que não vendem para as colónias… para os Açores. A encomenda vinda da Polónia, ou da Lapónia, que chega em dois ou três dias, a de Lisboa que vem passado um mês. Assim não há Natal que o valha. Assim não há quem aguente. Valha-nos São Nicolau, que o das … Continuar a ler Atrasos.

Bico de obra.

O Cristiano é bom de mãos. Faz trabalhos de pintura, é um perfecionista no pladur e no papel de parede, assenta azulejos e louças de casa de banho como ninguém e arranja o que for preciso, desde que não tenha de passar recibo. Ele e a sua equipa de dois ou três amigos, conforme a dimensão do trabalho, remodelam uma casa em pouco mais que um fim de semana. Fazem-no barato. O Cristiano está no fundo de desemprego, o Leonel e o Márcio no rendimento social de inserção. Um extra que compensa. A Luciana, dois anos mais nova que o … Continuar a ler Bico de obra.