sete e meia da manhã

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Sete e meia da manhã nas Lajes da Terceira. Aparentemente, este vai ser mais um dia quente de julho a contrastar com o prolongado, sombrio e chuvoso inverno açoriano. O verão é curto e, inconscientemente, no nosso cérebro, a divisa da Casa Stark transforma-se naquela nuvem que nos estraga a boa disposição de uma manhã como esta. “The winter is coming!” ou, adaptando à realidade local, “nunca se sabe como vai estar da banda da tarde!”.

O livro já leva largas semanas de leitura. Mas do que imaginava inicialmente. A disponibilidade não é muita. O tempo, o silêncio e o sossego escasseiam. Há que aproveitar as manhãs, especialmente as que nascem como a de hoje. Não consigo desistir deste livro, por muitos outros que aguardam a sua vez na estante e que anseio desbravá-los.

A história de Archie Ferguson, as quatro diferentes histórias de Archie, as três diferentes vidas de Ferguson agarraram-me de tal forma que nem as 872 páginas que o compõem me fazem desistir dele. Agora, seria morrer na praia… Nunca havia lido nada de Paul Auster mas, confesso, fiquei cliente. Já pouco falta para terminar. Mais uns dias, a este ritmo,…

A Amélia chora. Acordou. Vai demorar mais um pouco para terminar este “4.3.2.1”.